Cultivar uma prática de si no contemporâneo: yoga, um êthos

Nome: Ernesto Grillo Rabello
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 05/05/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Figueiredo Louzada Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Figueiredo Louzada Orientador
Janaína Mariano César Examinador Interno
TONY RENATO HARA Examinador Externo

Resumo: Como temos vivido neste tempo que é nosso? Esta pergunta, um dos pólos da filosofia moderna, é o motor deste trabalho e condutor de sua metodologia. No contemporâneo, tal pergunta se volta para as relações entre o capitalismo e a produção de subjetividades, não só a fim de descrever os modos como temos nos produzido, mas também para nos atentarmos às estratégias de produção de outras possibilidades de existência que escapem ao controle e à serialização capitalísticos. Sobre isto versa este texto: como produzir-se hoje? A partir dos trabalhos de Michel Foucault, Gilles Deleuze e Félix Guattari buscamos analisar como temos vivido no contexto do capitalismo contemporâneo (eixos do saber e do poder), bem como buscamos pensar como as práticas corporais podem se constituir como exercícios de liberdade, engendrando novas relações, com relevância política (eixo da ética). Afirmamos que o cultivo de uma prática corporal pode ser um exercício de produção de uma vida com aberturas de autonomia. Para este trabalho, delineamos a prática do yoga como campo de análise, em uma perspectiva genealógica, visto a peculiaridade deste pesquisador-praticante. Buscamos nos trabalhos de Michel Foucault sobre a noção de práticas de si alguns elementos que auxiliem este exercício do pensamento, afirmando a possibilidade da prática de yoga se configurar como produção de um êthos, um modo de vida. Destacamos a relevância deste tipo de movimento no contemporâneo na produção daquilo que Félix Guattari denominou processos coletivos de singularização, ou uma encarnação da vida para si próprio, ao que Gilles Deleuze chamaria de emergência de um novo si como foco de resistência. Neste trabalho realizamos uma pesquisa que percorre criticamente o pensamento ocidental em sua interface com a atuação em psicologia; também uma pesquisa situada no contexto acadêmico contemporâneo; bem como realizamos uma pesquisa que preza pelo rigor conceitual e pela dedicação à abertura dos conceitos para públicos não-acadêmicos. Palavras-chave: capitalismo mundial integrado; subjetividade; práticas de si; yoga; êthos.

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