MENINAS-MOLECAS: HISTÓRIAS DESOBEDIENTES DO COTIDIANO DA ESCOLA E DA CIDADE PEQUENA
Nome: FERNANDA DE OLIVEIRA
Data de publicação: 16/09/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ALEXSANDRO RODRIGUES | Presidente |
| ANA PAULA FIGUEIREDO LOUZADA | Examinador Interno |
| MÁRCIO RODRIGO VALE CAETANO | Examinador Externo |
Resumo: Esta pesquisa é uma aposta política de contar as histórias das crianças em
dissidência, nomeadas como meninas-molecas, por meio dos acontecimentos do
cotidiano escolar e da cidade pequena. Tratando-se de territórios físicos e existenciais
onde encontram-se o urbano e o rural, supõe-se que há maior prática e vigilância dos
códigos morais, isso porque, a cultura local exige uma constante reiteração dos modos
de ser e viver do que é ser uma menina a partir das normas do sistema sexo e gênero.
No entanto, considerando que nos lugares e nos espaços da cidade há um
tensionamento de forças entre um poder disciplinar que visa a normatização dos
indivíduos e as táticas dos praticantes que criam resistências, as meninas-molecas,
subvertem essa lógica e constroem suas próprias existências a partir de suas artes de
fazer e da tessitura em rede, bem como, ao inventar novas formas de tecer a vida,
alteram astuciosamente o cotidiano dos praticantes. Nesse sentido, durante o
percurso de tecer histórias foi utilizada a Conversa e o diário de campo como caixa de
ferramentas e a Pesquisas nos/dos/com os Cotidianos como metodologia de análise
para evidenciar as acontecências nas escolas e na cidade pequena a partir de
mulheres que viveram suas infâncias no município de Iconha/ES.
